quinta-feira, 8 de junho de 2017

O caminho de volta

Minha história é quase igual! Vivia numa correria tão grande... Doava meu tempo para os outros, resolvia problemas da família que nunca eram criados por mim, vivia doente, deprimida... Tinha um marido que mais parecia um general que dizia: "Gosto de te ver esgotada. É sinal de que seu dia rendeu." Eu fui cansando daquela vida horrível então trabalhei e foquei para conseguir sair e começar uma vida nova. Na primeira oportunidade pus a mochila nas costas e saí viajando pelo país. Dois meses depois (re)encontrei um novo amor, que já tinha feito o "caminho de volta". Foi um ano de muitos processos mentais, físicos e espirituais. Aos poucos fui despertando para uma nova consciência, fui diminuindo meu ego, fui desapegando, fui perdendo as camadas externas que havia criado para sobreviver agradando a sociedade... Sobrou "eu": nua, crua, simples e leve. Ao mesmo tempo que eu mudei por dentro mudei por fora também. Optei por uma vida simples e rural. Mergulhei no novo amor tão intensamente que logo chegou um frutinho lindo: nosso filho. Agora somos três a conviver com a natureza e desfrutar das coisas boas da vida, onde não temos tv, nem telefone nem pessoas para nos incomodar. Somos felizes. Meu esposo trabalha pelo nosso sustento defendendo a natureza. Eu dei um tempo na carreira para cuidar e educar pessoalmente nosso filho. Aos poucos vamos conquistando o que queremos e construindo novos sonhos. Um alento ver o quanto o mundo em geral está doente, onde as pessoas vão feito zumbis freneticamente a esmo, e nós aqui na paz. Desejo que muitas pessoas despertem para uma nova consciência, mais humana,  mais simples e de fato trabalhem para um mundo melhor, mesmo que seja seu próprio mundo.

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Quem sou eu

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Nasci em 1983 em Belo Horizonte MG. Sou mineira culturalmente falando. Gosto de viajar, de escrever, de ler, de dançar, de me engajar em projetos desafiadores, gosto de movimento, de mudança. Gosto do aconchego do lar, de casa limpa e cheirosa, de música boa tocando baixinho, de comida boa na mesa. Gosto de amigos por perto, ao vivo. De abraço, de olhar nos olhos, de sentir as pessoas. Mas preciso deixar bem claro que pessoas que se sentem representadas por aquele senhor que está presidindo o país não me agradam. Se são pessoas coniventes com a ignorância, com a crueldade, com a capacidade de desprezar a ciência, a cultura, a arte, os direitos humanos, o meio ambiente, os direitos trabalhistas e outras coisas imprescindíveis para a existência da sociedade, não os quero em minha vida. Posso debater, posso tolerar, posso respeitar. Mas não posso amar e querer conviver com pessoas desse tipo. Sinto muito, mas não rola.