quinta-feira, 8 de junho de 2017

O fósforo e a vela

O FÓSFORO E A VELA 🔥
Certo dia, o fósforo disse para a vela:

– Hoje irei te acender!
– Ah não - disse a vela. Você não percebe que se me acender, meus dias estarão contados?? Não faça uma maldade dessa comigo...
– Então você quer permanecer toda a sua vida assim?  Dura, fria e sem nunca ter brilhado? -  perguntou o fósforo.
– Mas ter que me queimar... Isso dói demais e consome todas as minhas forças - murmurou a vela.

Então respondeu o fósforo:

– Tem toda razão! Mas essa é a nossa missão. Tu e eu fomos feitos para ser luz. O que eu, apenas como fósforo, posso fazer, é muito pouco. Minha chama é pequena e curta. Mas, se passo a minha chama para ti, cumprirei com o sentido de minha vida. Eu fui feito justamente para isso: para começar o fogo. Já você é a vela. Tua missão é brilhar. Toda tua dor e energia se transformará em luz e calor por um bom tempo.

Ouvindo isso, a vela olhou para o fósforo, que já estava no final da sua chama, e disse:

– Por favor, acende-me.

E assim produziu uma linda chama.

🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥

Costumo dizer que um grande passo para a felicidade ocorre quando descobrimos qual é a nossa missão ou chamado de Deus nessa terra. Saber quem você é e qual a sua missão constitui ingrediente necessário para uma vida feliz e abençoada.

Mas nem sempre conseguimos cumprir esse chamado a mil maravilhas. Assim como a vela, às vezes, é necessário passar por experiências ruins, experimentar a dor e sofrimento para que o melhor que temos seja oferecido. Para que possamos ser luz nessa terra.

E a verdade é que mar calmo não faz bons navegadores. Os melhores são forjados nas águas agitadas.

E se tiver que passar pela experiência da vela, lembre-se que espalhar o Amor é o combustível que nos mantém acesos. Quanto mais você se alimentar dele, mais crescerá. E essa chama nunca se apagará.

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Quem sou eu

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Nasci em 1983 em Belo Horizonte MG. Sou mineira culturalmente falando. Gosto de viajar, de escrever, de ler, de dançar, de me engajar em projetos desafiadores, gosto de movimento, de mudança. Gosto do aconchego do lar, de casa limpa e cheirosa, de música boa tocando baixinho, de comida boa na mesa. Gosto de amigos por perto, ao vivo. De abraço, de olhar nos olhos, de sentir as pessoas. Mas preciso deixar bem claro que pessoas que se sentem representadas por aquele senhor que está presidindo o país não me agradam. Se são pessoas coniventes com a ignorância, com a crueldade, com a capacidade de desprezar a ciência, a cultura, a arte, os direitos humanos, o meio ambiente, os direitos trabalhistas e outras coisas imprescindíveis para a existência da sociedade, não os quero em minha vida. Posso debater, posso tolerar, posso respeitar. Mas não posso amar e querer conviver com pessoas desse tipo. Sinto muito, mas não rola.