São "só" quatro anos enrolando pra retomar a escrita.
Eu entrei em cada reflexão mental profunda, do tipo:
Escrever é se expor, não quero mais isso.
Pra quê falar pro mundo sobre meu mundo?
O que as pessoas vão fazer com minhas informações?
Vão me julgar?
Vão se divertir às minhas custas?
Vão saber de mim, da minha essência, da minha vida mais do que deveriam?
Falar das minhas visões de mundo?
Eu vivo mudando de opinião, vão me julgar por isso, ou tomar por minhas verdades o que eu possa ter escrito um dia e me cobrar?
Pra quê escrever?
Pra quem escrever?
Enfim, entrei em altas neuras, ao mesmo tempo em que minha vida mudou muito...
Mudei o estilo de vida, mudei de endereço, mudei de marido, tive filho...
E ao mesmo tempo tive cada vez menos tempo de sentar na frente do computador pra escrever.
Mas agora não dá mais pra adiar. Eu preciso colocar pra fora tanta caraminhola da minha cabeça!
Tenho que aproveitar o último mês de folga antes do meu segundo filho nascer para escrever.
Eu amo escrever. Na verdade eu amo falar, mas as palavras apenas ditas se perdem no vento, no espaço e no tempo. Eu gosto do registro, gosto de reler depois, de dialogar com alguém, que pode ser qualquer um, pode ser todo mundo e pode nem ser ninguém.
O mundo é tão interessante! Existem tantas coisas! Podemos falar sobre qualquer uma! Natureza, saúde, estilo de vida, maternidade, política, trabalho, família, sociedade, viagens, lugares, pessoas, música, cultura... Milhares de assuntos que podemos abordar! Claro que eu gostaria de poder estar perto dos amigos e dialogar sobre tudo enquanto tomamos um chá na varanda num belo fim de tarde, mas ninguém tem mais tempo ou interesse nisso. Preferem os "encontros virtuais". Bem, já que optei por morar longe, então entrarei na dança do mundo virtual para dizer um pouco das "abobrinhas que pipocam na minha cachola"! rsrsrsr
Não seguirei ordem cronológica, tentarei não expor ninguém de maneira negativa, tentarei ser discreta e respeitosa até com os lugares (apesar da tentação de escancarar os problemas que vejo nos lugares por onde moro ou passo). Enfim, tentarei conversar sem ofender os coleguinhas.
Boa leitura a todos! Sejam bem vindos ao meu mundo.
Criei este "cantinho virtual" para abrir meu coração e minha mente. Abrir no sentido de expor, de comunicar, de expressar e de dar abertura a conversas. Por enquanto só tem textos que não são de minha autoria, mas refletem o que eu penso.
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Quem sou eu
- Júnia Patrícia
- Nasci em 1983 em Belo Horizonte MG. Sou mineira culturalmente falando. Gosto de viajar, de escrever, de ler, de dançar, de me engajar em projetos desafiadores, gosto de movimento, de mudança. Gosto do aconchego do lar, de casa limpa e cheirosa, de música boa tocando baixinho, de comida boa na mesa. Gosto de amigos por perto, ao vivo. De abraço, de olhar nos olhos, de sentir as pessoas. Mas preciso deixar bem claro que pessoas que se sentem representadas por aquele senhor que está presidindo o país não me agradam. Se são pessoas coniventes com a ignorância, com a crueldade, com a capacidade de desprezar a ciência, a cultura, a arte, os direitos humanos, o meio ambiente, os direitos trabalhistas e outras coisas imprescindíveis para a existência da sociedade, não os quero em minha vida. Posso debater, posso tolerar, posso respeitar. Mas não posso amar e querer conviver com pessoas desse tipo. Sinto muito, mas não rola.
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